belohorizonte, 28 de novembro. o dia desanuviando e a prefeitura indo ladeira abaixo.

reivindicar a cidade
o urbano é lugar do conflito. ponto pacífico em muitas bocas em todo o espectro da política, indo da direita à esquerda, quase sem disfarçar o cinismo. premissa, pensamento basilar. então, isso acordado, vamos à vida real. muitos pensam que compreender o conflito passa por estabelecer um território que as várias disciplinas possam partilhar – isso, evidentemente, ao lado de todas as armadilhas da interpretação: alegorias de religião, política, etc. mas, como se dará este cruzamento de territórios se o que a cidade indica hoje como sua definição futura é um somatório, sim, mas de enclaves? na fronteira de um enclave só vive o medo da invasão. aí é que não se pode mais falar em lutas sociais de modo elementar. só as premissas podem ser pacíficas. quando se desembarca na vida real a periferia é uma grande cidade da américa latina, onde quase tudo é fronteira do seu próprio avesso. aqui tudo ainda é construção e já é ruína. não há qualquer ação possível que não seja deixar de suavizar junções entre pensamentos divergentes. o que o lugar do conflito precisa explodir é exatamente o reino da contemplação passiva.

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